sábado, 28 de agosto de 2010

separei um tempo pra refletir,

e nesse tempo me dei conta de muitas coisas. Percebi, que não gosto do modo vivemos. È de doer na alma, pensar que existem tantas guerras, miséria, fome, doença, violência e morte. È de sentir um aperto no peito em pensar que enquanto uns tem tudo, outros não tem nada, enquanto uns dariam tudo por mais um minuto de vida, outros se suicidam. Enquanto uns reclamam de coisas fúteis e banais, outros morrem com um sorriso no rosto, enquanto uns se esnobam, outros se doam. È de partir o coração ver tanta diferença social no mundo. Hoje, algo me fez pensar que a estética conta muito mais do que o caráter, porque a nossa própria sociedade nos impõe “a beleza”. Hoje, quando me deitei, me perguntei, porque não existem comprimidos, massagens, cremes, cirurgias, para nos tornar pessoas melhores, para mudar nossa maneira de pensar, de agir e de ser? Porque não existe lipoaspiração para limpar todo o rancor de dentro das pessoas? Porque ao invés de alimentar o ódio, não o substituímos pelo amor? Eu realmente espero que um dia saibamos dar valor a vida, saibamos perdoar, amar, nos aceitar, e aceitarmos os outros também. Da forma como somos, e da forma como eles são. Espero que um dia, um sorriso possa iluminar nossa alma, que um abraço nos conforte, e que um “te amo” seje sincero. (minha autoria)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Eu me pergunto todos os dias,

na escuridão da noite, o que eu vi em você? me pergunto, o que você tem que me fez despertar todo esse amor pra você? e me pergunto, como você conseguiu? e é complicado permanecer sem respostas. Eu não o amo pelo modo como penteia o cabelo, e nem pela maneira como se veste, não o amo por sua aparência, nem pelo que você possui. Te amo por quem você é, e por quem sou quando estou contigo. Te amo, pelo o que sinto quando converso com você, te amo pelo bem que me faz estar perto de você. Mas, ao mesmo tempo em que eu te quero perto, eu te quero distante. Ao mesmo tempo em que não quero ficar feliz com as coisas que você me diz, eu fico. Quanto mais eu tento esconder, mas explícito se torna. Quanto mais eu amo, mais eu odeio. Odeio o fato de amar tanto você. Odeio o fato de amar cada coisa em você. Quanto mais eu fujo, mais eu me aproximo. Faria alguma diferença se eu te dissesse que não há ninguém que seja capaz de me fazer sentir, tudo aquilo que você faz? (minha autoria)

sábado, 21 de agosto de 2010

Você já se sentiu sozinho ?

Deslocado? Abandonado? Isolado? Como se de alguma maneira, esse mundo não fosse o lugar certo para você? Como se você não fizesse parte das pessoas que estão do seu lado? Você já olhou pro lado, e viu todo mundo te virando as costas? Você já se escondeu, para que ninguém te visse chorar? Você já quis morrer? Já quis sumir? Fugir? Você já se trancou em seu quarto, ligou o rádio no volume mais alto possível, para que ninguém pudesse ouvir os teus gritos? Você já se perguntou o porque de você respirar? Já se perguntou porque você veio ao mundo? e o que você ainda está fazendo aqui ? Me parece que não. Você não sabe o que é isso. È difícil encontrar uma maneira de seguir em frente, é complicado buscar forças, quando tudo parece ruim, quando você percebe que não há luz no fim do túnel, quando todas aquelas esperanças que haviam dentro de você, começam a se quebrar. É assim que eu me sinto. Eu olho para mim e me vejo com outros olhos. Não encontro mais aquele “eu” que havia dentro de mim. Eu tenho vontade de ser outra pessoa, eu procuro encontrar alguma forma de me livrar de tudo isso, antes que seja tarde demais. Tento buscar maneiras de me sentir como antes, de ver a vida como antes, de viver como antes, antes que tudo isso chegue ao seu final, mas eu já não encontro. Eu me sinto como se eu estivesse presa em um buraco, onde não tivesse ninguém para me estender a mão. Me canso de todos que estão ao meu redor, tento me livrar desse mundo em que eu odeio, finjo que está tudo bem, com aquelas estúpidas mentiras, e com aqueles falsos sorrisos, escondendo todo o sangramento, toda a dor, toda a dificuldade, todo o problema que existe dentro de mim. E as pessoas estão ocupadas demais, para poderem perceber isso. E eu vou vivendo, um dia após o outro, procurando, buscando e acreditando que há o meu lugar nesse mundo, mesmo que talvez eu nunca o encontre. (minha autoria)