Eu tenho te procurado há tanto tempo. Começo a te sentir de outra forma.Te sinto na saudade, no desamparo, na perda, na tristeza, na dor. Na verdade, te sinto em cada detalhe que me leve a conclusão da solidão. Você se foi de repente, antes mesmo que eu pudesse fazer algo que a impedisse, ou pelo menos eu poderia ter tentado. Você se foi da pior maneira, se foi de você, e ao mesmo tempo se foi de mim. Você se perdeu dento de você e já não se encontra, assim como eu também já não te encontro, nem em você, nem em mim. Já tinham me dito que as pessoas mudam, mas eu não esperava que fosse desta forma. Como é possível? Não acredito que com você não resta mais nada daquele antigo “você”. Porque comigo, só existe ele. Eu te ajudaria a descobri-lo, a encontrá-lo dentro de você, com toda a dedicação e com tudo mais que fosse preciso, se essa tarefa não tivesse se tornado tão complexa pra mim. Tento buscá-la nas velhas coisas, nas semelhanças antigas, naqueles momentos simples, mas de grande valor que dividíamos. Mas, da mesma forma que aquele “você” se apaga em você, vem se apagando em mim. Como se o tempo e a distância agissem como o fogo e queimasse todas as poucas lembranças que ainda me restam, e as transformassem em cinzas, onde os meus olhos e o meu coração fossem incapazes de me fazer vê-las e senti-las. A cada mais um entardecer e um novo amanhecer, eu te sinto mais longe. Te vejo partir, mas sou invisível demais para te fazer voltar. Quero você aqui. Não da forma como se foi, mas da forma como chegou. Sinto a sua falta. (minha autoria)
Nenhum comentário:
Postar um comentário